Entenda as 8 trocas de ministros já feitas durante o Governo Bolsonaro

Com menos de dois anos de mandato, o presidente Jair Bolsonaro trocou de ministros como quem troca de sapato.

Inclusive, em um curto período de menos de um mês, dois deles deixaram de ocupar seus cargos, sendo o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. 

Não somente esses dois, mas 8 ministros deixaram suas ocupações ou foram demitidos pelo presidente. Isso quer dizer que Jair Bolsonaro fez mais trocas que os ex-presidentes Lula e FHC. Porém, menos que a ex-presidente Dilma. 

Por que houve a troca de ministros e quem foram eles?

A maioria dos que ocupavam o cargo de ministros tiveram desavenças com os aliados do presidente ou com o próprio. E mesmo depois de pouco tempo ocupando o cargo, muitos deles não tiveram nem tempo de mostrar serviço. Então, relembre alguns dos antigos ministros e suas saídas.

Gustavo Bebianno

O primeiro deles, Gustavo Bebianno, teve seu cargo retirado em fevereiro de 2019, somente após 7 semanas depois da ocupação. Segundo Bolsonaro, isso aconteceu devido às “questões mal entendidas das duas partes”. 

Após a troca, quem ocupou o novo cargo foi o general Floriano Peixoto Neto. Gustavo Bebianno era ministro da Secretaria-Geral e perdeu o cargo no dia 18 de fevereiro. Em março, morreu por decorrência de um infarto. 

Ricardo Veléz

O segundo a ter o cargo deixado foi o antigo ministro da Educação, Ricardo Veléz. Seu afastamento ocorreu em abril de 2019, devido às desavenças com assessores do governo Bolsonaro. O presidente da república optou por colocar Abraham Weintraub como novo responsável pelo Ministério da Educação.

Carlos Alberto dos Santos Cruz

O general Carlos Alberto foi o terceiro ministro a deixar a ocupação, em junho de 2019, e o primeiro militar demitido no governo Bolsonaro. Carlos passou a ocupar o cargo de ministro da Secretaria do Governo e foi substituído por outro general, Eduardo Ramos Baptista Pereira. 

Floriano Peixoto Neto

Também em junho de 2019, o general Floriano Peixoto Neto, que ganhou o cargo após a troca do antigo ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, também teve seu posto substituído. Nesse caso, por um major da PM chamado Jorge Antônio de Oliveira Francisco. Floriano, então, foi nomeado como presidente dos Correios. 

Gustavo Canuto

O quinto ministro a ter seu cargo substituído foi Gustavo Canuto, responsável pelo Desenvolvimento Regional, que, nesse caso, se realocou para ser presidente do Dataprev em fevereiro. O ex-ministro foi substituído por Rogério Marinho, responsável pela Secretaria Especial do Trabalho e da Previdência.

Osmar Terra

Osmar Terra deixou de ser ministro da Cidadania também em fevereiro. Foi substituído por Onyx Lorenzoni, antes ministro da Casa Civil. 

Luiz Henrique Mandetta

O penúltimo ministro a perder o cargo foi Mandetta, em plena crise do coronavírus. Ele foi demitido, pois, mantinha uma postura a favor do isolamento social, no qual Bolsonaro nunca levou a sério, chegando, inclusive, a mencionar a doença como “uma gripezinha”. Mandetta foi exonerado no dia 16 de abril e substituído pelo médico Nelson Luiz Sperle Teich.

Sérgio Moro

O antigo juiz Sérgio Moro foi o mais recente a sair do cargo, também em abril, mas, neste caso, por opção própria. Moro ocupava o cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública. Ele pediu demissão após acusar o presidente de tentar interferir na Polícia Federal. 

Texto: Gear Seo

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