Swap cambial e swap reverso
Em finanças, swap é um contrato que estabelece a troca de rentabilidade e risco entre investidores, e sua utilização consiste basicamente no seguinte:
Swap como contrato de Hedge
Para entender a necessidade de um contrato de swap, podemos usar como exemplo uma empresa exportadora, que têm receitas em dólares, e as despesas são corrigidas por juros pós-fixados. Nesse caso, a empresa poderia usar um contrato deswap para trocar o “risco cambial” pelo “risco de juros pós-fixado”. Uma típica empresa interessada nesse título seria uma varejista importadora, cujas despesas são atreladas ao dólar e tem seu caixa aplicado no mercado (acompanhando assim a evolução dos juros).
Assim, essas duas empresas fazem um contrato de swap entre si, ou através da intermediação de instituição financeira, para trocar uma posição de risco. Portanto, swap é um contrato derivativo e pode ser usado como no exemplo acima (de hedge ou seguro), ou como investimento especulativo.
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Swap como investimento especulativo
Nesse tipo de contrato, os investidores se comprometem a pagar a oscilação de uma taxa ou de um ativo na intenção de prever o movimento dos mercados e obter lucro na negociação.
As operações mais comuns de swap no mercado brasileiro são:
- swap prefixado – troca de juros prefixados por juros pós-fixados (CDI over)
- swap cambial – troca de taxa de dólar por juros pós-fixados.
Quando um investidor realiza o chamado Swap Cambial Reverso, ou seja, troca CDI em reais por variação cambial em dólares, este também ganha, além da variação, uma taxa adicional, chamada de cupom cambial. No leilão de contratos de “swap cambial reverso“, as instituições financeiras que compram esses contratos recebem uma taxa de juros. O Banco Central, que vende os papéis, ganha a variação cambial do período de validade dos contratos.
Esses títulos são chamados de “reversos” porque o mais comum é o Banco Central receber uma taxa de juros e pagar a variação do câmbio. A colocação desses contratos no mercado pelo Banco Central equivale à compra de dólares no mercado futuro e por isso, a moeda americana sobe quando a instituição faz o leilão, pois é como se houvesse aumentado a demanda pela moeda americana.
Enquanto há continuidade da apreciação do real, com manutenção do dólar em baixos níveis, muitos contratos de swap são feitos no mercado futuro, e esta atuação do BC acaba por equilibrar um pouco o processo.
Vale lembrar ainda que quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, e de um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.
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