FGTS ao longo do tempo: como o fundo se tornou um dos principais pilares da proteção ao trabalhador

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, faz parte da trajetória profissional de milhões de brasileiros. Sob gestão da Caixa Econômica Federal, o fundo reúne hoje mais de 165 milhões de contas ativas e inativas e administra um volume superior a R$ 640 bilhões. Com mais de 50 anos de existência, o FGTS deixou de ser apenas um mecanismo de proteção em caso de demissão para se tornar uma das engrenagens mais relevantes da política social e econômica do país.

Ao longo de mais de cinco décadas, o fundo passou por transformações importantes. O que começou como uma alternativa à estabilidade no emprego evoluiu para uma ferramenta que financia habitação, infraestrutura e saneamento, ao mesmo tempo em que oferece suporte financeiro ao trabalhador em diferentes momentos da vida.

A origem do FGTS e a mudança no modelo trabalhista

O FGTS foi instituído em 1966, pela Lei nº 5.107, e entrou em vigor no início de 1967. Seu surgimento marcou o fim do regime de estabilidade decenal, que garantia ao empregado o direito de permanecer na empresa após dez anos de serviço.

A nova estrutura determinou que os empregadores passassem a depositar mensalmente 8% do salário do trabalhador em uma conta vinculada. Esses recursos, administrados pela Caixa, pertencem ao funcionário e podem ser sacados apenas em situações previstas em lei.

O modelo trouxe maior flexibilidade às relações de trabalho e criou uma reserva financeira obrigatória, funcionando como uma proteção em momentos de desligamento. Para a época, foi considerado um avanço ao conciliar mobilidade profissional e segurança econômica.

Com o passar dos anos, o FGTS passou por ajustes relevantes. Em 1990, a administração foi centralizada nacionalmente e, em 2001, ficou estabelecida a remuneração de 3% ao ano, acrescida da Taxa Referencial.

Como o FGTS funciona atualmente

Hoje, todos os trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados temporários e parte dos servidores públicos, têm direito aos depósitos mensais no FGTS. As contas são abertas automaticamente e vinculadas ao CPF do trabalhador.

O saldo é formado pelos depósitos feitos pelas empresas e pelos rendimentos acumulados. O acompanhamento pode ser realizado de forma digital, por meio do aplicativo FGTS e dos canais oficiais da Caixa.

O saque dos recursos é permitido em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, falecimento do titular ou em casos de doenças graves. Desde 2019, o saque-aniversário passou a permitir retiradas anuais de parte do saldo, mantendo o restante bloqueado para rescisões.

Desde 2017, os lucros obtidos com a aplicação dos recursos do fundo também passaram a ser distribuídos entre os trabalhadores. Em 2024, por exemplo, foram repassados R$ 12,7 bilhões em lucros, beneficiando cerca de 88 milhões de contas, de forma proporcional ao saldo existente no fim do ano anterior.

Relevância social e impacto na economia

Além de proteger o trabalhador, o FGTS exerce papel estratégico no financiamento de políticas públicas. Parte dos recursos é destinada a projetos de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana, principalmente por meio do FI-FGTS.

Segundo dados da Caixa, apenas em 2024 foram direcionados aproximadamente R$ 11 bilhões para programas habitacionais, com destaque para iniciativas do Minha Casa, Minha Vida. Outros investimentos contemplaram obras de mobilidade urbana e saneamento, contribuindo para a geração de empregos e o desenvolvimento regional.

Em períodos de desaceleração econômica, o governo também recorre ao FGTS como instrumento de estímulo, autorizando saques extraordinários para aquecer o consumo.

Digitalização e maior acesso ao fundo

A modernização do sistema financeiro também alcançou o FGTS. Com a criação do aplicativo FGTS, trabalhadores passaram a consultar saldos, acompanhar depósitos e solicitar saques de forma totalmente digital.

De acordo com a Caixa, o aplicativo já superou a marca de 100 milhões de downloads, e cerca de 70% dos saques são realizados por meios digitais. A digitalização reduziu a burocracia, ampliou a transparência e fortaleceu o controle sobre os recursos.

Desafios atuais e discussões sobre o futuro

Apesar de sua importância, o FGTS enfrenta debates sobre rentabilidade. A Taxa Referencial, utilizada na correção dos saldos, tem apresentado desempenho limitado em diversos períodos, o que reduz o ganho real do trabalhador.

Economistas defendem alternativas de correção atreladas à inflação, mas ressaltam a necessidade de preservar a sustentabilidade do fundo, já que ele financia políticas públicas de longo prazo.

Outro avanço recente é a ampliação do uso do FGTS como garantia em operações de crédito, como financiamentos e empréstimos com juros menores, o que aumenta a flexibilidade do fundo sem comprometer sua função principal.

Um patrimônio construído ao longo de gerações

Com quase seis décadas de existência, o FGTS permanece como uma das políticas trabalhistas mais relevantes do Brasil. Ele oferece proteção em momentos de vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, impulsiona investimentos essenciais para o país.

Mais do que uma reserva financeira, o FGTS representa uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros. Sua trajetória demonstra capacidade de adaptação às mudanças econômicas e sociais, mantendo-se como um instrumento fundamental de segurança, desenvolvimento e estabilidade ao longo das gerações.

Dinheiro em tempos diferentes: como cada geração aprendeu a lidar com as finanças

A relação com o dinheiro nunca é construída no vazio. Ela nasce das oportunidades disponíveis, das crises enfrentadas e das ferramentas acessíveis em cada período histórico. Por isso, comparar como diferentes gerações lidam com as finanças ajuda a entender não apenas hábitos individuais, mas transformações profundas na economia e no comportamento da sociedade.

Baby boomers, millennials e Geração Z cresceram em contextos muito distintos. Enquanto uns tiveram estabilidade e previsibilidade, outros precisaram aprender a se adaptar rapidamente a mudanças constantes. O resultado é um retrato cheio de contrastes e também de aprendizados.

A segurança como prioridade para os baby boomers em relação a dinheiro

Os baby boomers, nascidos entre o fim da década de 1940 e meados dos anos 1960, construíram sua vida financeira em um período marcado por crescimento econômico, maior oferta de empregos formais e custos mais acessíveis de moradia.

Para essa geração, estabilidade sempre foi palavra-chave. Ter um emprego fixo, manter uma carreira longa na mesma empresa e conquistar a casa própria eram metas centrais. O imóvel, em especial, representava não apenas patrimônio, mas segurança e previsibilidade para o futuro.

Esse modelo favoreceu o acúmulo de bens ao longo do tempo. No entanto, também criou uma relação mais conservadora com o dinheiro. Muitos boomers concentraram seus recursos em ativos físicos e mantiveram distância de inovações financeiras, o que, em alguns casos, limitou a diversificação do patrimônio.

Ainda assim, o planejamento de longo prazo e a disciplina no consumo continuam sendo marcas fortes dessa geração.

Millennials e a adaptação em meio às crises

Já os millennials, nascidos entre o início dos anos 1980 e meados da década de 1990, tiveram uma experiência bem diferente. Ao entrar na vida adulta, enfrentam instabilidade econômica, aumento do custo de vida e transformações profundas no mercado de trabalho.

Com menos garantias e mais incertezas, essa geração precisou reinventar sua relação com o dinheiro. A ideia de carreira linear perdeu força, enquanto a diversificação de renda, os trabalhos flexíveis e o aprendizado constante ganharam espaço.

No campo financeiro, os millennials passaram a explorar novas formas de organização e investimento. O acesso facilitado à informação e às plataformas digitais permitiu maior autonomia, inclusive no controle do orçamento, muitas vezes concentrado em ferramentas simples, como uma conta digital usada para centralizar gastos, pagamentos e planejamento mensal.

Outro traço marcante é a mudança de prioridades. Em vez de focar apenas na aquisição de bens, muitos passaram a valorizar experiências, educação e qualidade de vida. Isso não significa ausência de planejamento, mas uma redefinição do que significa prosperar.

Geração Z: conectada, imediata e exposta a riscos

A Geração Z, formada por quem nasceu a partir do fim dos anos 1990, começou sua vida financeira em um mundo completamente digitalizado. Smartphones, redes sociais e acesso instantâneo à informação fazem parte de sua rotina desde cedo.

Essa familiaridade com a tecnologia facilitou o contato inicial com temas financeiros. Muitos jovens aprendem sobre dinheiro ainda na adolescência, acompanhando conteúdos online e debates nas redes. Ao mesmo tempo, essa exposição constante também traz riscos.

Há uma tendência maior à busca por retornos rápidos e por oportunidades de curto prazo. Movimentos financeiros impulsionados por modas digitais, promessas de ganhos acelerados e alta volatilidade fazem parte do cenário que cerca essa geração.

Apesar de enfrentar um mercado de trabalho aquecido em alguns aspectos, os jovens também lidam com aumento expressivo no custo de vida, especialmente em itens essenciais como alimentação e moradia. Isso torna o equilíbrio financeiro um desafio, mesmo para quem está empregado.

Diferenças que explicam comportamentos

Quando se observa o comportamento financeiro das três gerações, fica claro que nenhuma delas age por acaso. Cada escolha reflete o ambiente em que essas pessoas cresceram.

Os boomers aprenderam a confiar na estabilidade. Os millennials desenvolveram resiliência diante da crise. A Geração Z, por sua vez, opera em um mundo acelerado, onde tudo parece acontecer em tempo real.

Essas diferenças explicam por que algumas gerações priorizam segurança, enquanto outras aceitam mais risco e também por que conceitos como paciência financeira e planejamento de longo prazo assumem significados distintos para cada grupo.

Quem lida melhor com o dinheiro?

A resposta não é simples. Cada geração possui pontos fortes e fragilidades. Os baby boomers se destacam pela disciplina e visão de longo prazo, mas nem sempre acompanham as transformações do mercado. Os millennials mostraram capacidade de adaptação e conseguiram crescer mesmo em cenários adversos. Já a Geração Z demonstra iniciativa e familiaridade com novas ferramentas, embora ainda esteja construindo maturidade financeira.

Mais do que definir vencedores, o debate revela que educação financeira, equilíbrio e adaptação continuam sendo fatores decisivos, independentemente da idade. No fim, saber lidar bem com o dinheiro não depende apenas da geração a que se pertence, mas da capacidade de aprender com o passado, compreender o presente e planejar o futuro.

Por que sua clínica precisa de um sistema de gestão financeira?

Manter as contas da clínica organizadas vira um desafio quando tudo depende de planilhas, anotações manuais ou sistemas que não conversam entre si. 

Já passou pela situação de perder tempo tentando entender para onde foi o dinheiro ou lidando com repasses médicos que não batem? Esse tipo de problema se repete em muitas clínicas e compromete tanto o planejamento quanto o crescimento do negócio.

Sem um sistema de gestão financeira, acompanhar receitas, despesas e cobranças vira um jogo de paciência. Erros manuais se acumulam, as inadimplências passam despercebidas e o retrabalho aumenta. Quanto mais a clínica cresce, mais complexa fica a administração. E ninguém quer perder tempo resolvendo falhas que poderiam ser evitadas.

Automatizar a gestão financeira faz diferença na rotina. O controle sobre os números fica mais claro, as decisões ganham mais segurança e sobra mais tempo para focar no que realmente importa: atender os pacientes.

Qual o impacto da gestão financeira na rotina da clínica?

As finanças de uma clínica influenciam diretamente a qualidade do atendimento. Quando os números não estão sob controle, imprevistos financeiros se acumulam e dificultam desde o pagamento da equipe até a reposição de materiais. O problema não está apenas em gastar mais do que se ganha, mas na falta de organização para entender onde estão os gargalos financeiros.

Atrasos em recebimentos, dificuldades na cobrança de pacientes e repasses médicos inconsistentes criam um efeito dominó. Sem uma visão clara do fluxo de caixa, decisões estratégicas se tornam arriscadas e a clínica pode acabar operando no escuro.

Contar com um sistema de gestão financeira para clínicas reduz esses problemas. Com um painel que centraliza todas as informações, acompanhar entradas e saídas se torna mais simples e a tomada de decisão ganha mais segurança. A administração da clínica se torna mais previsível, evitando surpresas desagradáveis e garantindo um crescimento sustentável.

Desafios enfrentados por clínicas sem um sistema

Alguns problemas surgem quando não há um software adequado para gerenciar as finanças da clínica:

  • Dificuldade no controle de recebimentos e inadimplência
  • Erros no cálculo de repasses médicos
  • Falta de relatórios financeiros precisos
  • Retrabalho na conciliação bancária

A falta de organização financeira pode comprometer a estabilidade da clínica e gerar prejuízos evitáveis.

Benefícios de um sistema de gestão financeira na rotina da clínica

A administração financeira da clínica se torna mais simples quando processos são automatizados. Menos tempo gasto com cálculos manuais significa mais eficiência e menos erros que prejudicam o caixa. Um sistema de gestão financeira organiza todas as informações em um só lugar, permitindo que a equipe acompanhe receitas, despesas e pagamentos com mais clareza.

1. Automatização da conciliação bancária

Verificar manualmente os pagamentos realizados pelos pacientes e comparar com os registros da clínica toma tempo e pode gerar falhas. 

O sistema cruza automaticamente os dados bancários com os recebimentos cadastrados, garantindo que nada fique para trás e reduzindo inconsistência da conciliação bancária.

2. Controle de inadimplência e cobranças automatizadas

Atrasos nos pagamentos impactam diretamente o fluxo de caixa. Um sistema de gestão financeira permite que a clínica configure alertas automáticos para lembrar pacientes sobre cobranças pendentes. Além de reduzir a inadimplência, a equipe administrativa não precisa gastar tempo enviando lembretes manuais.

3. Cálculo automático de repasses médicos

Distribuir honorários entre os profissionais exige precisão, especialmente quando há diferentes modelos de pagamento. O software calcula automaticamente os valores de acordo com as regras definidas, eliminando erros e agilizando o fechamento do período financeiro.

4. Geração de relatórios financeiros estratégicos

Analisar a saúde financeira da clínica sem dados precisos dificulta qualquer planejamento. Um sistema de gestão financeira gera relatórios detalhados sobre faturamento, despesas, lucratividade e projeções, permitindo decisões mais seguras e baseadas em informações confiáveis.

Manter a gestão financeira organizada evita problemas e melhora a previsibilidade dos resultados. Um sistema automatizado simplifica tarefas que antes consumiam tempo e recursos, garantindo que a clínica tenha mais controle sobre suas finanças.

Sua clínica está preparada para otimizar a gestão financeira?

A adoção de um sistema de gestão financeira reduz falhas, melhora a organização e proporciona mais previsibilidade financeira. Além disso, a automação de processos financeiros permite que a equipe foque no atendimento aos pacientes.

Avaliar as necessidades da clínica e investir em um sistema adequado melhora a administração e evita problemas que comprometem a sustentabilidade do negócio.

Qual é a definição de ROE? Significado e Exemplos!

Se você já ouviu falar sobre a definição de ROE no mundo dos investimentos e negócios, mas ainda tem dúvidas sobre o que ele significa e como usá-lo, este artigo é para você! Vou explicar de forma clara e com exemplos práticos para que você entenda como esse indicador pode ajudar na análise de empresas.

O que é ROE?

A definição de ROE (Return on Equity) ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido é um dos principais indicadores financeiros usados para medir a rentabilidade de uma empresa. Ele mostra quanto a companhia consegue gerar de lucro para cada real investido pelos seus acionistas.

Em outras palavras, o ROE indica a eficiência da empresa em transformar o capital próprio em lucro. Quanto maior o ROE, melhor a empresa está aproveitando os seus recursos para gerar retorno.

Esse resultado é expresso em percentual (%), facilitando a comparação entre empresas do mesmo setor.

Como interpretar o ROE?

O ROE pode ser interpretado da seguinte forma:

  • ROE alto: indica que a empresa está conseguindo gerar bons lucros em relação ao capital investido.
  • ROE baixo: pode significar que a empresa não está utilizando bem seus recursos para gerar lucro.
  • ROE negativo: ocorre quando a empresa tem prejuízo, ou seja, está perdendo dinheiro em vez de gerar retorno para os acionistas.

Exemplo prático de ROE

Vamos imaginar duas empresas do mesmo setor:

  • Empresa A: Lucro líquido de R$ 10 milhões e patrimônio líquido de R$ 50 milhões.
  • Empresa B: Lucro líquido de R$ 20 milhões e patrimônio líquido de R$ 200 milhões.

Agora, aplicamos a fórmula:

  • ROE da Empresa A: (10.000.000 / 50.000.000) × 100 = 20%
  • ROE da Empresa B: (20.000.000 / 200.000.000) × 100 = 10%

Apesar de a Empresa B ter um lucro maior, a Empresa A tem um ROE melhor, o que indica uma maior eficiência no uso do patrimônio para gerar lucro.

Qual é um bom ROE?

Não existe um valor fixo que seja ideal para todas as empresas, pois o ROE pode variar conforme o setor. No entanto, de forma geral:

  • Um ROE acima de 15% costuma ser considerado bom.
  • Se estiver abaixo de 10%, pode ser um sinal de alerta.

Empresas de setores mais consolidados, como bancos, podem ter ROEs elevados, enquanto setores mais capital-intensivos, como indústrias, podem ter ROEs mais baixos.

Como usar o ROE na sua estratégia de investimento?

Agora que você já sabe o que é o ROE e como interpretá-lo, vamos entender como ele pode ser aplicado na sua estratégia de investimentos.

1. Compare empresas do mesmo setor

O ROE é mais útil quando comparado entre empresas do mesmo segmento. Isso porque diferentes setores possuem estruturas de capital e margens de lucro distintas.

Por exemplo:

  • Bancos costumam ter ROEs elevados, muitas vezes acima de 15% ou 20%, pois operam com altos lucros e alavancagem.
  • Indústrias, por outro lado, podem ter ROEs menores, entre 5% e 10%, porque demandam muito capital para máquinas, equipamentos e estoques.

Se você comparar um banco com uma indústria apenas pelo ROE, pode tomar uma decisão errada. O ideal é sempre analisar empresas semelhantes.

2. Observe a evolução do ROE ao longo do tempo

Um ROE alto hoje pode ser um bom sinal, mas será que ele se mantém assim ao longo dos anos?

Empresas saudáveis costumam apresentar ROE estável ou crescente ao longo do tempo. Se uma companhia tem um ROE de 20% em um ano, mas no seguinte cai para 8%, pode ser um alerta de que sua eficiência está diminuindo.

Portanto, sempre avalie o histórico do ROE para entender a tendência da empresa.

3. Cuidado com ROE artificialmente elevado

Nem sempre um ROE alto é um bom sinal. Algumas empresas podem ter um retorno sobre o patrimônio elevado porque possuem baixo patrimônio líquido (devido a altas dívidas ou recompras de ações).

Se uma companhia tem muita dívida, seu patrimônio líquido pode ser reduzido, inflando o ROE artificialmente. Por isso, é essencial analisar outros indicadores junto com o ROE, como:

  • Dívida/Patrimônio Líquido → Para ver se a empresa não está muito endividada.
  • ROA (Retorno sobre Ativos) → Mede a eficiência da empresa considerando todos os ativos, não só o patrimônio.

Se o ROE for alto, mas a dívida também for elevada, fique atento! Isso pode indicar um risco maior.

4. Combine o ROE com outros indicadores

Nenhum indicador deve ser analisado sozinho. Para ter uma visão mais completa da empresa, combine o ROE com outras métricas, como:

  • P/L (Preço/Lucro): Mostra se a ação está cara ou barata em relação ao lucro.
  • ROA (Retorno sobre Ativos): Mede a eficiência da empresa considerando todos os seus bens.
  • Margem Líquida: Indica o quanto do faturamento vira lucro líquido.

Um ROE alto junto com bons fundamentos pode indicar uma empresa de qualidade para o longo prazo.

Conclusão: O ROE é um bom indicador, mas precisa de contexto

O ROE é uma ferramenta essencial para analisar empresas, pois mostra a eficiência na geração de lucros para os acionistas. No entanto, ele não deve ser analisado isoladamente.

Para fazer escolhas mais seguras e rentáveis, siga estas dicas:

✅ Compare empresas do mesmo setor.
✅ Avalie o histórico do ROE ao longo dos anos.
✅ Cuidado com ROE elevado artificialmente por endividamento.
✅ Combine o ROE com outros indicadores financeiros.

Se você busca empresas sólidas e rentáveis, o ROE pode ser um ótimo aliado para suas decisões de investimento. Agora me conta: você já usa o ROE na sua análise? Quais outros indicadores você costuma olhar? 

Planejamento financeiro empresarial: o que é e como montar?

O planejamento financeiro empresarial pode ser definido como um guia, criado com base em dados fiscais, econômicos e contábeis, o qual permite aos gestores de uma empresa prever o futuro da companhia no que se refere à sua condição financeira.

A ideia com a geração desse documento é ter um suporte montado com dados confiáveis que contribuam para tomadas de decisões mais assertivas e estratégicas, visto que são usadas informações atuais do negócio para se preparar para acontecimentos que estão por vir.

Mas por que o planejamento financeiro empresarial é importante? Bem, sobre isso, podemos partir do princípio que a organização financeira é um dos pilares fundamentais para a sustentabilidade de uma companhia.

Sem um controle financeiro empresarial efetivo se torna um tanto complicado, por exemplo, definir e implementar metas de expansão.

Esse princípio funciona, basicamente, como a gestão pessoal que fazemos com o nosso dinheiro. Para conseguirmos pagar todas as despesas fixas que temos, e ter uma boa qualidade de vida, é importante controlarmos pontualmente o que entra e o que sai da nossa conta, concorda?

Quando não fazemos isso, a tendência é chegar ao final do mês sem dinheiro, ou deixar de arcar alguns compromissos financeiros, ficando com contas em atraso que geram uma série de transtornos.

Nas empresas, esse processo também é essencial, e visa garantir que o negócio tenha os recursos financeiros necessários para suprir custos e despesas, bem como quantia suficiente para se programar rumo ao seu crescimento.

A importância desse documento já deve ter ficado clara, mas a dúvida que deve estar passando na sua cabeça agora é: “Como montar um planejamento financeiro empresarial que realmente ajude a alcançar todos esses resultados?” 

É exatamente isso que vamos explicar agora. Por isso, continue a leitura deste artigo e confira!

O que é planejamento financeiro empresarial?

Assim como definimos anteriormente, o planejamento financeiro empresarial é uma ferramenta de gestão que permite aos empreendedores preverem e se programarem para o futuro dos seus negócios, tendo como base a situação financeira atual da companhia.

É possível dizer também que se trata de um guia programático, o qual é formulado como base nas informações monetárias de empresa, tais como margem de lucro, margem de contribuição, custos das mercadorias vendidas, entre outros.

Por meio desse documento é possível estimar diferentes vertentes que afetam (e até determinam) o crescimento de um negócio. Alguns exemplos de previsões que podem ser feitas são:

Ao se respaldar nessas informações, os gestores têm informações solidificadas para tomarem as suas decisões, o que também contribui para diminuir os erros e reduzir potenciais perdas financeiras decorrentes de estratégias equivocadas.

Nesse cenário, se tornar possível definir e implementar as mais variadas estratégias rumo ao futuro e expansão da empresa, tais como:

  • quais investimentos com foco em melhoria podem ser feitos;
  • viabilidade de abertura de filiais;
  • adoção de novas tecnologias;
  • expansão do quadro de funcionários;
  • compra de novos maquinários;
  • mudança de local de atuação.

Uma das vantagens que se destaca quanto ao uso desse documento é que esses, e outras abordagens semelhantes, podem ser postas em prática com o mínimo de risco financeiro possível, considerando que, primeiro, foi feita uma previsão financeira empresarial bem respaldada em dados e informações concretas.

Quais são as etapas do planejamento financeiro empresarial?

Não há uma metodologia específica que deve ser seguida para fazer esse tipo de planejamento financeiro. 

No entanto, há algumas etapas que precisam ser consideradas e realizadas pelos gestores para elaboração desse documento, que são:

  • definição das metas e objetivos empresariais;
  • levantamento da situação financeira atual;
  • elaboração de um plano de ação;
  • criação do plano orçamentário;
  • previsão de variados cenários;
  • acompanhamento dos resultados.

Definição das metas e objetivos empresariais

Já que o planejamento financeiro visa o futuro da companhia, nada mais adequado que começar a sua elaboração definindo quais metas e objetivos se pretende alcançar com essa estratégia.

Dessa forma, é possível ter uma noção mais bem definida do que precisa ser ajustado financeiramente para atingir esses propósitos.

Levantamento da situação financeira atual

O passo seguinte consiste em fazer um levantamento pontual da atual situação econômica do negócio. Aqui, devem entrar informações tais como:

  • movimentação financeira diária, semanal e mensal;
  • gastos fixos e eventuais;
  • custos para manter o negócio funcionando;
  • margem de lucro;
  • margem de contribuição;
  • ticket médio.

Ou seja, todos os dados pertinentes à vida financeira da empresa e seus resultados atuais, lembrando sempre de abranger todos os setores da companhia.

Elaboração de um plano de ação

A elaboração do plano de ação é, praticamente, a junção dos dois passos anteriores. Ou seja, é o momento de alinhar as metas e objetivos à realidade financeira do negócio.

A ideia aqui é definir quais estratégias precisam ser colocadas em prática para atingir os propósitos definidos anteriormente — por exemplo, ações que ajudem a reduzir perdas financeiras para que esse montante seja direcionado para a compra de novos maquinários, entre diversas outras possibilidades.

É bem importante registrar adequadamente tudo o que foi definido nesse plano, bem como prazos, orçamentos e responsáveis para que seja possível fazer um acompanhamento preciso do andamento das atividades.

Criação do plano orçamentário

E por falar em orçamento, é bastante interessante criar um plano para isso que preveja as movimentações financeiras da empresa mês a mês.

Nesse caso, podem ser incluídas informações como projeção de vendas, de despesas, de custos produtivos, investimentos em melhorias programadas, entre outros pontos semelhantes.

Previsão de variados cenários

E como estamos falando em planejamento, é essencial que essa abordagem antecipe os resultados de diferentes cenários, considerando desde o mais promissor, até o mais catastrófico. 

Isso é importante porque ajuda os gestores a terem mais flexibilidade para ajustar metas e objetivos às mudanças, caso situações externas e internas afetem as propostas iniciais.

Acompanhamento dos resultados

Mas o planejamento financeiro não deve ser criado e guardado em uma gaveta. Não se esqueça que se trata de uma ferramenta de gestão, a qual precisa ser acompanhada e atualizada sempre que necessário, e a melhor forma de fazer isso é acompanhando os resultados obtidos periodicamente.

E no que se refere à metodologia, como dissemos, não existe uma específica. Por conta disso é possível usar, por exemplo, algo com o Ciclo PDCA, que consiste em:

  • P: Plan: planejar
  • D: Do: fazer
  • C: Check: checar
  • A: Action: agir

O mais importante é ter em mente que esse tipo de planejamento deve fazer parte do gerenciamento financeiro de uma empresa, sendo essencial para a sustentabilidade e crescimento de qualquer negócio, independentemente do seu porte ou segmento.

Este artigo foi escrito pela Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros.

Como equilibrar despesas mensais com investimentos a longo prazo?

Descubra estratégias para equilibrar despesas mensais a longo prazo, garantindo segurança financeira e crescimento contínuo em investimento. Saber gerir o seu dinheiro e fazer com que ele trabalhe para você pode começar com pequenos passos e render grandes frutos. Continuar lendo Como equilibrar despesas mensais com investimentos a longo prazo?