Compras pelo e-commerce: como elas contribuíram com a economia durante a pandemia

A pandemia global da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, é considerada a pior dos últimos 100 anos.

Em todo século que se passou, nunca houve uma doença que se alastrasse dessa maneira por praticamente todo o território global. De fácil contágio, um dos principais métodos preventivos é o isolamento social.

Ficar em casa e se manter distante de atividades sociais se tornou um privilégio que nem todas as camadas da sociedade puderam ter.

Mesmo assim, a menor circulação de pessoas foi o suficiente para que houvesse uma redução na movimentação econômica do país.

Isso ocorreu de forma diferente, considerando cada setor do comércio. Farmácias, por exemplo, experienciaram um certo equilíbrio compensatório.

Se, por um lado menos, poucas pessoas foram aos estabelecimentos, por outro, os indivíduos passaram a consumir alguns produtos específicos em maior quantidade.

Já o setor de vestuário e calçado teve uma queda considerável.

Só em São Paulo, analisando o volume total de vendas, estima-se que essa redução de fluxo foi de, pelo menos, 54%, tendo como base o início da pandemia e agora, quase 4 meses depois do primeiro caso da doença no Brasil.

Nesse cenário, um método de compra já conhecido em todo o mundo tem se mostrado como uma solução minimamente efetiva para que exista algum fluxo de capital: o e-commerce.

Muitas lojas brasileiras, na verdade, já disponibilizavam a opção de compra on-line mesmo antes da pandemia.

Contudo, o fechamento dos estabelecimentos físicos fez com que uma maior atenção fosse dada para essa modalidade de venda.

Esse foi, inclusive, um assunto abertamente abordado em muitas campanhas publicitárias. Vale dizer que muita gente que nunca tinha comprado on-line antes experienciou o e-commerce pela primeira vez durante a pandemia.

Dados mostram uma solução possível

A Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a Toluna, divulgou um estudo sobre o tema. O resultado mostra que 52% dos entrevistados, na ocasião, indicaram estar comprando mais pela internet. Cerca de 70% deles ainda afirmam que continuarão após a pandemia.

Muitos consumidores relatam, inclusive, a compra pela internet como algo positivo por diversas razões. Uma delas é o preço. Isso porque, ao comprar pela internet, o usuário é capaz de analisar o mesmo produto em diferentes lojas, comparar frete, ver a avaliação do estabelecimento e muito mais.

Assim como nas compras feitas nos estabelecimentos físicos, as digitais cresceram, principalmente, no setor de saúde. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, ABComm, produziu um relatório que aponta que o setor cresceu 111% só nos primeiros momentos de isolamento mais severo.

Os supermercados e as empresas de beleza e perfumaria vem em seguida, tendo crescido 80% e 83%, respectivamente, no primeiro bimestre de 2020, quando comparado com o mesmo período no ano anterior.

Desafio para o futuro

Apesar do considerável aumento do volume de vendas no e-commerce em diversos setores, o mercado brasileiro ainda enfrente a incerteza do seu futuro pós-pandemia. 

O próximo e maior desafio que se deve enfrentar a partir de agora é a combinação de uma receita interna sustentável, que seja compatível com a segurança dos trabalhadores de cada empresa.

A tendência é que, cada vez mais, como já vem acontecendo, as próprias ações de marketing sejam voltadas para o consumo on-line.

Resta esperar como os clientes realmente responderão a esse processo a longo prazo. Da mesma forma, é importante lembrar que muitos serviços de entrega não chegam a regiões mais periféricas das grandes cidades.

Ou seja, também é importante garantir que esse comércio digital seja acessível para todo mundo. Isso tanto porque perde-se um grande volume de capital quando se desobriga a enviar produtos para diversas áreas, devido ao potencial de consumo de qualquer região, quanto pela própria responsabilidade de oferecimento de artigos e serviços pelo setor privado.

Texto: Gear Seo

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