Quais são os principais tipos de investimento de alto risco?

O risco é um dos principais pilares do mercado de investimentos. De acordo com o dicionário, risco significa “probabilidade de insucesso de determinado empreendimento, em função de acontecimento eventual ou incerto”.

Em outras palavras, o risco é a chance de uma aplicação – de fazer aportes em ações a investir em criptomoedas – dar errado. 

O erro pode ocorrer de várias formas, desde uma rentabilidade abaixo da esperada até a perda total da operação. Em alguns casos, a perda pode até ultrapassar o valor total investido.

Portanto, conhecer o risco de cada investimento ou operação é fundamental para saber se expor da forma correta. Nenhum investimento é 100% livre de riscos, embora alguns sejam mais seguros do que outros. 

Confira agora, em ordem decrescente, quais são os principais investimentos de alto risco do mercado.

Fundos imobiliários (FIIs)

Apesar de serem fundos, os FIIs se enquadram na categoria de alto risco porque, diferentemente de outros fundos, suas cotas são negociadas em bolsa. Isto é, o preço de um FII possui o mesmo tipo de volatilidade que as ações de uma empresa.

Os FIIs são fundos que investem seu capital em imóveis ou em títulos atrelados ao mercado imobiliário. Esses fundos possuem como característica o pagamento de dividendos mensais, oriundos dos aluguéis ou dos rendimentos das aplicações.

Ao contrário das ações, os FIIs possuem algumas limitações em seu funcionamento como a proibição de contrair dívidas que fazem deles aplicações menos voláteis. 

Contudo, ainda existem riscos, como vacância dos imóveis ou perdas nas operações financeiras, que podem gerar prejuízos ao investidor.

Ações

Ações são pequenas frações de uma empresa negociada em bolsa de valores. Esses papéis, como são chamados comumente, possibilitam ao investidor se tornar sócio daquele negócio, adquirindo uma fração do capital da empresa.

Uma ação talvez seja o tipo de ativo mais negociado na bolsa de valores. Ser acionista de uma empresa gera ao investidor uma série de direitos e benefícios. 

Por exemplo, poder votar e tomar decisões para o futuro da companhia, receber parte dos lucros da empresa (dividendos), entre outros.

Contudo, o investidor que possui ações também está exposto aos ônus da empresa. Assim, caso a gestão da companhia contraia muitas dívidas e não consiga gerar valor, o investimento pode gerar um grande prejuízo. 

Em casos extremos, a empresa pode até falir, levando a ação a um preço muito abaixo do valor pago.

Por conta dessa maior chance de endividamento e falência, as ações possuem uma volatilidade maior do que os FIIs. 

Em contrapartida, o potencial de ganhos desse investimento também é superior, caso o investidor escolha empresas com bons fundamentos e com uma gestão competente para fazê-la prosperar.

Derivativos

Derivativos são um tipo de investimento cujo valor está atrelado ao de outro ativo. Os tipos mais comuns de derivativos são os mercados futuros e de opções, que também começaram a se popularizar no mercado de criptomoedas.

O mercado futuro envolve a negociação de contratos futuros. Nesse mercado, ocorre a compra e venda dos contratos cuja data está estabelecida para o futuro. Nesse sentido, nenhum ativo em si é de fato negociado, apenas os contratos de compra e venda desses ativos.

Já as opções são produtos que dão ao investidor o direito de comprar ou vender um ativo em uma data específica. Quem compra uma opção ganha o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo na data de vencimento. 

O lançador da opção, no entanto, é obrigado a comprar ou vender o ativo se o comprador exercer seu direito.

O principal alerta sobre derivativos vem de ninguém menos que o bilionário Warren Buffett: “derivativos são armas de destruição em massa das finanças.” 

Essas operações costumam ser realizadas com alta alavancagem, ou seja, o investidor utiliza mais dinheiro do que ele tem em conta. Se a operação for bem sucedida, o lucro tende a ser elevado. Porém, uma operação errada pode significar a ruína total.

Criptomoedas

Por fim, as criptomoedas são a mais nova modalidade de alto risco no mercado. Esse tipo de investimento consiste em ativos totalmente digitais, que não possuem o controle de nenhum governo, banco central ou instituição financeira.

A maioria das criptomoedas funciona de maneira descentralizada, através de uma tecnologia inovadora chamada blockchain. Esta inovação, aliada ao sucesso recente, fez das criptomoedas um investimento altamente vantajoso.

A maior delas, o Bitcoin (BTC), já proporcionou um retorno de 46% apenas em 2021. Nos últimos cinco anos, tal retorno é ainda maior, com mais de 7.300% de valorização. O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda, teve alta de incríveis 634% em 2021.

Em suma, as criptomoedas possuem uma margem de retorno superior a qualquer outro investimento. Ao mesmo tempo, a volatilidade no preço ainda é extrema, com fortes altas e quedas muitas vezes no mesmo dia. 

Portanto, é preciso cuidado ao entrar nesse mercado para evitar tomar grandes prejuízos.

Texto: Gear Seo

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