5 dicas de cinema para quem gosta de filmes de época

O Cinema é uma linguagem artística capaz de articular diferentes recursos que não se resumem ao audiovisual.

Além dos elementos que captam a nossa visão, um filme é feito por música, busca psicológica da trama e dos personagens, conectando, assim, a história às vivências do espectador.

Filmes marcam e podem traduzir uma época, seja ela contemporânea ou mais antiga. Ver uma produção cinematográfica é poder viajar no tempo — em histórias do velho Oeste dos Estados Unidos, dos primeiros anos de Brasil, da idade medieval europeia ou do império japonês. Se você é fã da cultura vintage, confira algumas dicas de filmes que vão te proporcionar essa experiência.

Quanto Mais Quente Melhor (1959)

Estrelado por Marilyn Monroe, o filme conta a história da dupla de saxofonistas Joe e seu melhor amigo, Jerry. Após ambos testemunharam um assassinato da máfia, eles improvisam um plano rápido para escaparem vivos de Chicago: disfarçam-se como mulheres e juntam-se a uma banda feminina de jazz.

A dupla acompanha a banda, que se dirige para a Flórida. Enquanto Jerry se vê perseguido por um milionário, Joe finge ser rico para tentar conquistar Sugar. Uma das integrantes do grupo, ela sonha em se casar com um milionário.

Além do figurino marcante da época, o filme traz um humor cativante e inteligente, que não utiliza de piadas vulgares e até ofensivas para provocar o riso nos espectadores, realizando uma paródia de Scarface (1933) em alguns momentos. A trilha sonora, fortemente marcada pelo jazz, também é outra marca notável do longa-metragem.

Se… (1968) 

Considerado um marco da contracultura, o filme conta a história de uma rebelião estudantil armada em uma escola pública inglesa. O jovem Mick Travis é estudante de um colégio que adota um sistema tradicional e conservador de educação. Ele tem como ídolo o Che Guevara e idolatra a guerra como meio de purificar a humanidade, perturbando a ordem opressora.

Muito infeliz em sua realidade estudantil, Mick começa a liderar os Crusaders, grupo de estudantes rebeldes que lutam por mudanças na escola. Insatisfeitos com as pressões impostas pelo sistema educacional do país, eles planejam vingança.

O Poderoso Chefão (1972)

Um dos clássicos do Cinema, dirigido por Francis Ford Coppola, traz a trajetória da família Corleone, integrante da máfia italiana que busca estabelecer sua supremacia nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. 

A partir das rivalidades entre as diferentes gangues que marcaram os EUA na época, o patriarca Vito Corleone fica incapacitado após ser alvejado por tiros, o que obriga os filhos a assumirem os negócios.

Além das atuações magistrais de Al Pacino e Marlon Brando, o filme retrata, com detalhes, como ocorria o funcionamento das máfias em meados do século XX. Rivalidades dividiam espaços nas mesas de negociação entre os chefes da máfia com o intuito de formar alianças para expandir os negócios.

Grease — Nos Tempos da Brilhantina (1978)

Quando o assunto é mostrar como a juventude dos anos 60 se divertia, Grease é indispensável. Estrelado por John Travolta e Olivia Newton John, o longa-metragem mostra a Califórnia de 1959, quando a boa moça Sandy e o metido Danny apaixonam-se e decidem curtir um verão na praia.

Ao retornar às aulas, eles descobrem que são estudantes da mesma escola. Enquanto Danny lidera a gangue dos T-Birds, cuja marca são o gel no cabelo e as roupas de couro, Sandy acompanha as Pink Ladies. 

Quando encontra sua paixão na escola, Sandy percebe que Danny não era o mesmo cara por quem ela havia se apaixonado, e ambos precisam alterar alguns pontos, enfrentando os próprios grupos, se quiserem ficar juntos. Além do figurino marcante, o musical é referência por sua trilha sonora, tocada até hoje em celebrações como casamentos e festas de aniversários.

Eles Não Usam Black-tie (1981)

Dirigido por Leon Hirszman, o filme é um clássico não só do Cinema, mas também do teatro brasileiro, escrito por Gianfrancesco Guarnieri e encenado no Teatro Arena, famoso por seu trabalho de resistência durante a ditadura militar.

Produzido no fim da ditadura militar brasileira, o filme é marcado por seu forte caráter social e político. Nele, acompanhamos a história de Otávio: um militante sindical que organiza um movimento grevista para resistir às práticas desumanas e exploratórias de uma metalúrgica, onde trabalha seu filho Tião.

O conflito do filme acontece quando Tião, até então, imerso na preparação da greve, engravida a namorada. A partir daí, ele começa a resistir à paralisação para não perder o emprego e poder sustentar a criança que vai nascer. 

O longa-metragem levanta questões sensíveis sobre as relações do trabalho, a rotina sufocante e a necessidade de sustentar-se, mostrando como pai e filho, antes parceiros na organização do motim, acabam em posições opostas.

Texto: Gear Seo

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