Democratização da saúde: conheça iniciativas que ampliam o acesso ao setor

A saúde é um caso sério: embora o Brasil seja agraciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma iniciativa gratuita, é inegável que enfrentamos problemas estruturais.

Há ausência de médicos em locais diversos do país, além de defasagem de medicamentos e longas filas de espera.

Nesse ínterim, a democratização da saúde torna-se primordial. Uma vez que não é possível atender a toda a população pelos serviços gratuitos que temos hoje, determinadas iniciativas, como consultas a preços acessíveis, têm auxiliado os brasileiros a estarem por dentro dos próprios exames e do quadro clínico.

Abaixo, listamos algumas iniciativas que podem ser de grande ajuda para os brasileiros que, por alguma razão, não conseguem fazer uso dos serviços do SUS. Confira.

Consultas pelo telefone

A primeira iniciativa está ligada ao momento em que vivemos, com a pandemia do novo coronavírus. A Telemedicina, modalidade de atendimento médico à distância, mediada por dispositivos tecnológicos, foi vista com desconfiança por muito tempo. Contudo, por conta da situação com o SARS-CoV-2, o governo federal permitiu que consultas e atendimentos fossem feitos dessa maneira.

Convém lembrar, é claro, que o atendimento à distância tem limitações: segundo documento oficial, é dever do médico esclarecer ao paciente que fazer exames físicos pela telemedicina é impossível e que, caso haja suspeita de problema mais sério, ele terá que se deslocar até um hospital, para atendimento presencial.

Apesar disso, não se pode negar que as teleconsultas são de grande ajuda para a democratização da saúde. Ainda que exijam acesso à internet, celulares ou computadores, elas permitem que pessoas de todas as partes do país consigam falar com especialistas em tempo real.

Há plataformas, como o iMedicina, que dão ao médico a possibilidade de emitir, de forma inteiramente virtual, atestados, declarações múltiplas e receitas — que, por sua vez, podem ser apresentadas a farmacêuticos por meio de QR Code.

Laboratórios portáteis

O Hilab, criação da Hi Technologies, startup que afirma ter a missão de democratizar o acesso à saúde, tem uma proposta bastante inovadora: o laboratório portátil, que está disponível em farmácias e consultórios, entrega os resultados em pouco tempo.

Os exames laboratoriais variam entre R$30,00 e R$80,00, sendo feitos de forma rápida e pouco dolorosa: o profissional de saúde faz um furo na ponta do dedo do paciente e, após coletar algumas gotas de sangue, insere o material em uma cápsula específica, em que há reagentes.

O dispositivo em questão, por sua vez, é responsável pela criação de uma versão virtual da amostra de sangue, a qual é enviada para uma equipe de biomédicos que, com o auxílio de uma inteligência artificial (IA) própria, emite laudos em minutos. Os resultados são enviados para o paciente por meio de mensagem de texto (SMS), e-mail ou próprio aplicativo do Hilab.

Clínicas populares

Atualmente, há clínicas populares sendo criadas em diversos pontos das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Embora algumas regiões do país ainda não sejam totalmente assistidas por elas, trata-se, ainda assim, de uma iniciativa de grande valor.

Quando não é possível marcar uma consulta ou exame por meio do SUS, ou é preciso fazer um procedimento de urgência, como um teste sanguíneo de gravidez, uma testagem rápida de HIV ou mesmo um hemograma completo, para diagnosticar dengue e outras doenças, as clínicas são uma excelente opção.

Ao contrário dos hospitais tradicionais, que tendem a cobrar valores bem altos para o atendimento emergencial e os exames mais simples, as clínicas populares têm uma proposta e tanto: oferecer procedimentos por preços acessíveis.

Há clínicas que oferecem atendimentos a partir de R$50,00, às vezes, com retorno gratuito e monitoramento por telefone ou aplicativo. Da mesma forma, é possível fazer exames por preços que variam de R$10,00 a R$100,00.

Texto: Gear Seo

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