Piscina em casa de praia, vale a pena?

Areia, sol e mar. Essas palavras juntas já são o suficiente para levar um sorriso ao rosto de quem as escuta.

É por esse motivo que o sonho de muitas pessoas é ter a sua própria casa de veraneio, a fim de se divertir nas férias durante o maior tempo possível. 

Já parou para pensar como ficaria melhor se essa casa de praia tivesse uma piscina?

Poder aproveitar o melhor do verão com privacidade e segurança, mesmo na alta temporada, soa bastante tentador.

Mas e quanto os custos e a manutenção? E os parentes inconvenientes querendo se aproveitar da sua área de lazer?

Colocamos todos esses pontos na balança para te trazer as vantagens e as desvantagens de se ter uma piscina em casa, para que você tome a melhor decisão. Confira!

Vantagens

1 – Valorização do imóvel

Segundo especialistas do ramo imobiliário, a presença de uma piscina em casa pode aumentar o valor do imóvel consideravelmente, ficando em torno de 20% a 30% acima do valor médio na hora de fechar o negócio.

Além disso, a piscina pode ser um fator decisivo na hora da compra, aumentando em 80% de chance de venda ou aluguel do imóvel.

Para agregar ainda mais valor a este elemento, um projeto paisagístico que alinhe a piscina como ambiente decorativo da casa, gera uma valorização ainda maior do imóvel na hora de vender ou alugar. 

2 – Opção de lazer para sua família e amigos

A proximidade com a praia já é um grande aspecto positivo que as pessoas buscam ao alugar uma casa no litoral, no entanto, existem algumas atividades sociais que apenas aqueles que possuem um área de lazer dentro de casa conseguem oferecer.

Já pensou fazer um churrasquinho na beira do mar? Fica um pouco complicado, não é mesmo? Além de que a maioria das cidades litorâneas têm leis que restringem isso. 

Agora vamos imaginar uma festa na piscina, com churrasco e cerveja. Parece que o contexto melhorou em 100%!

Esse tipo de área de lazer em casa acaba se tornando um espaço de convivência social perfeito para receber visitas e curtir.

3 – Menos preocupações com o cuidado de crianças

Famílias com crianças pequenas, algumas vezes, acabam abrindo mão de passar uma temporada na praia devido aos perigos encontrados: ondas bruscas, multidões de pessoas, e até doenças dermatológicas advindas do contato com a areia. 

Por outro lado, a piscina, dentro do espaço particular da casa, é uma alternativa mais tranquila.

É possível optar por opções rasas, controlar a quantidade de cloro e a limpeza da água, além de não ter que se preocupar em perder a criança de vista. Aproveite sua privacidade com uma piscina na praia.

Na beira do mar, você está mais exposto do que na tranquilidade do seu lar. Já na piscina da sua casa, você pode ficar bem mais à vontade.

Ainda assim, é imprescindível o acompanhamento de adultos responsáveis, até mesmo em piscinas rasas, afinal, as crianças podem ter problemas com afogamentos.

4 – Mais limpeza e higiene

Infelizmente, ainda é comum em diversas regiões litorâneas do Brasil, que o esgoto seja lançado diretamente no mar, principalmente em regiões que não contam com uma infraestrutura apropriada para receber grande quantidades de turistas no verão.

Dependendo do nível de poluição da praia, é possível que você acabe com uma virose e passe o resto do verão de cama. 

Ainda que existam relatórios públicos de balneabilidade das praias, ter uma piscina em casa é uma opção mais segura.

Você terá mais segurança ao saber em que água está nadando, principalmente porque a limpeza e a manutenção da piscina são de seu controle, assim como o fluxo de pessoas que vão usá-la. 

Desvantagens

1 – Investimento inicial

A criação de uma área de lazer em sua casa leva tempo e custa dinheiro. É preciso planejar com antecedência, e buscar diversos orçamentos para chegar na opção mais viável.

Atualmente, existem três tipos de piscina no mercado, apresentadas a seguir:

As mais usadas são as piscinas de alvenaria, elaboradas com concreto e cobertas com cimento e azulejo. 

Essas possuem um custo de investimento maior e levam mais tempo para ficarem prontas, mas apresentam riqueza em detalhes e podem ser personalizadas, por isso costumam ser bastante utilizadas em clubes e hotéis.

Outra variação desse tipo de piscina é a de fibra de vinil, que também é feita de concreto, porém é revestida com uma manta de vinil. 

Possui custo similar a piscina de alvenaria, porém, conta com rápida instalação. Sua desvantagem é a baixa durabilidade, estimada em até 10 anos.

Por fim, as piscinas de fibra são a alternativa mais simples e prática do mercado. Como são pré-fabricadas, sua despesa e instalação são inferiores ao das outras opções, mas como prejuízo, podem apresentar menos possibilidade de personalização e durabilidade.

2 – Custo de manutenção

Paciência é requerida não apenas ao construir uma piscina, mas para mantê-la limpa e em bom funcionamento. 

Tarefas anuais, mensais, semanais e até diárias, deverão ser adicionadas na sua agenda e no seu orçamento.

O equilíbrio entre custos e tempo despendido para a manutenção fica a sua escolha: realizar a limpeza da piscina sozinho leva tempo, mas contratar um bom piscineiro, profissional responsável pela limpeza de piscinas, custa um bom dinheiro.

Seja qual for a sua escolha, invista em produtos de qualidade,  afinal, a limpeza da piscina é uma questão de segurança. 

3 – Custos constantes

Além do custo inicial de investimento, e do custo de manutenção de limpeza, ter uma piscina também irá refletir nas contas da água e eletricidade.

Segundo um estudo organizado pela Federação de Profissionais da Piscina da França, país pioneiro na construção e venda de piscinas particulares na Europa, uma piscina familiar de 8×4 metros consome uma média de 25m3 de água ao ano.

No entanto, existem algumas medidas que podem ser tomadas para controlar a evasão de água. 

Quando falamos sobre a perda da água por evaporação, podemos reduzi-la substancialmente nos períodos de não utilização da piscina, cobrindo-a com uma cobertura de características isotérmicas.

As coberturas de piscina também evitam a entrada de folhas, insetos, pequenos animais e poeira que, além de contribuírem largamente para deteriorar a qualidade da água, irão aumentar a necessidade de manutenção do filtro, e, consequentemente, o consumo de água. 

4 – Segurança

Se você possui uma casa de praia, por exemplo, na cidade de Cabo Frio/RJ, ou até mesmo pensa em alugar uma casa com piscina neste município, com certeza pensará que a alternativa mais segura para crianças é a piscina, ao invés da praia lotada durante a temporada.

No entanto, pensar em segurança nunca é demais, e devemos sempre prevenir do que remediar. 

Famílias com crianças pequenas devem, além de tudo, investir em sistemas de segurança para as piscinas, o que pode elevar os custos de instalação e manutenção.

Estes dispositivos podem ser cercas que contornam o perímetro da piscina, pisos ou adesivos antiderrapantes colocados ao redor dela, capas de proteção para a superfície, e alarmes anti afogamento.

Também tenha sempre próximo a área de lazer um kit de primeiros socorros abastecido com tesouras, que possam ser usadas para cortar o cabelo, roupa, etc., no caso de uma emergência. 

Ter uma boia ou um aparelho de flutuação ao alcance, além de telefone, caso seja necessário acionar um serviço de emergência, é essencial.

Por fim, afogamentos e acidentes similares são oito vezes mais prováveis de acontecer com crianças que não sabem nadar, então, certifique-se de praticar as principais medidas de segurança com elas. 

Envolva-as com jogos interativos para educá-las sobre a segurança na água, introduza o uso de boias e coletes quando os pequenos ainda não souberem nadar, e se possível, matricule-as em escolas e cursos de natação.

Gostou dessas dicas? Esperamos que tenham lhe ajudado! 

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Texto: Ei Imóvel

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