Movimento Genderless é aposta para o futuro do mercado de moda e beleza

A temática sobre gênero sempre esteve presente na história da humanidade de diferentes formas, seja na divisão entre o masculino e feminino, seja na separação entre os papéis que homens e mulheres devem exercer socialmente, ou dentro da moda.

Tais assuntos foram e continuam sendo debatidos, pois dizem respeito às nossas escolhas, por exemplo:

  • Profissionais;
  • Emocionais;
  • De vestuário;
  • Entre outras. 

Nesse sentido, surge o movimento genderless, que visa romper com a dicotomia entre feminino e masculino, através de uma moda mais inclusiva, a exemplo dos sapatos agênero.

A liberdade de expressão aqui ganha um novo patamar, porque deixa de se limitar ao que antes era restrito aos mundos masculino e feminino, como veremos a seguir.

Feminismo e Movimento Genderless

Não há como falar em movimento genderless, isto é, sem gênero, sem falar em feminismo. Isso porque foi exatamente este movimento social e cultural que abriu portas para que se pudesse pensar em um mundo sem divisões limitantes entre homens e mulheres.

Vale lembrar que o movimento feminista, assim como muitos outros, não pode ser definido como algo homogêneo e linear, porque foi feito a partir de diferentes grupos de mulheres em todo o mundo e em diferentes momentos. 

Só que para facilitar o entendimento, optamos por sintetizá-lo já que os ideais gerais são os mesmos.

O feminismo é um movimento que tem como base a busca pela igualdade entre homens e mulheres — no trabalho, na forma de tratamento, nos relacionamentos, no acesso à saúde e à educação, e até mesmo na moda.

Pensando nesse último ponto, quem oferece uma chave de mudança na forma como as mulheres se vestem é a renomada estilista Coco Chanel, inovando o mundo da moda ao colocar peças, até então, consideradas masculinas no guarda-roupa feminino.

Falar isso é importante porque nos lembra que até um momento da história as mulheres não podiam sequer usar calças ou fazer outras atividades que não fossem as do ambiente doméstico, como estudar, fazer cursos técnicos ou de ensino superior, ou ter uma profissão.

De lá para cá, muita coisa mudou, felizmente. Essa dissociação entre o que é “do homem” e “da mulher”, porém, vem ganhando força novamente a partir do movimento genderless, que visa uma fluidez maior na forma como nos relacionamos, nos apresentamos e nos vestimos.

Genderless e moda

O movimento genderless ganha ainda mais visibilidade na moda porque esta é responsável pela forma como nos apresentamos ao mundo à nossa volta. Por isso que não tem como desvincular uma coisa da outra.

Nesse sentido, a moda genderless não se baseia na separação entre o que é feminino ou masculino, porque entende que a escolha de se vestir e calçar, por exemplo, deve ser pautada pela personalidade, pelos gostos e pelos estilos, não pela divisão entre feminino e masculino.

De forma concreta, a moda genderless é marcada pelo uso de roupas mais largas e com formatos mais retos e que não ficam limitados a determinadas cores. 

Claro que o uso de cores neutras, como preto, branco, tons pastel e creme, acabam sendo mais usadas, porém tons vibrantes também fazem parte da cartela de cores usadas.

No caso dos calçados, a mesma coisa se aplica. Os maiores exemplos são sapatos como tênis, que passam a ser usados muito além da academia; alpargatas; rasteirinhas, que deixam de ser exclusividade feminina; e o sapato oxford, que aparece nos pés das mulheres que curtem sobriedade e conforto.

O maior benefício desse movimento na moda é a possibilidade de se expressar de uma nova forma, sem abrir mão do conforto e da fluidez, e quebrar paradigmas e, principalmente, preconceitos.

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