Como descartar o lixo corretamente?

A pauta ambiental tem se tornado cada vez mais presente por conta do entendimento geral de que é a natureza que nos oferece tudo o que precisamos para sobreviver e, consequentemente, precisamos modificar a forma com que nos relacionamos com ela, por exemplo, com o descarte de lixo.

Pois bem, o processo de industrialização, o aumento da população global, bem como o consumismo nos faz gerar uma quantidade de lixo absurda, que, se não descartada corretamente, pode levar centenas de anos para se decompor. 

É o caso de itens do nosso cotidiano, tais como:

Urge, cada vez mais, mudanças no modo como esse descarte é feito. A criação de aterros sanitários, por exemplo, é essencial, mas depende dos governantes. 

Contudo, existem ainda atitudes simples que podem fazer toda a diferença, tanto para pessoas que trabalham com o lixo, mas, principalmente, para a natureza.

Descarte de lixo no Brasil

Segundo dados da Agência Brasil, cada brasileiro gera, em média, 1 kg de lixo por dia. Isso significa uma média de 343 kg por ano. Quando o cálculo abrange toda a população, o número, consequentemente, fica muito maior: 80 milhões de toneladas de lixo em um único ano.

Os números são assustadores principalmente se pensarmos que 40% disso tudo é descartado de forma incorreta. Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

De acordo com esse panorama, 17,5% desse lixo coletado foi para lixões ao ar livre e 23% em aterros controlados — que têm algum tipo de cobertura do solo, mas não têm impermeabilização correta e tampouco tratamento do chorume.

O ideal seria que todo o lixo fosse descartado nos chamados aterros sanitários, pois estes espaços têm essa impermeabilização do solo que impede que o chorume e demais poluentes cheguem aos lençóis freáticos, contaminando o solo e a água.

Só com isso já é possível perceber que precisamos de mudanças urgentes na forma como estamos descartando o nosso lixo, e fazer pressão sobre os governos locais é outro passo fundamental para termos um descarte adequado e menos nocivo ao meio ambiente.

Porém, existem medidas que nós, cidadãos comuns, também podemos fazer para auxiliar no descarte adequado do lixo.

Separação do lixo

Quando se fala em separação do lixo, uma das imagens que pode vir à mente são as lixeiras coloridas — vermelho, azul, amarelo, marrom e verde — pois cada uma delas ajuda a separar o lixo conforme o material — plástico e isopor; papel e papelão; metal; orgânico e vidro, respectivamente.

O sistema de coleta seletiva já existe em algumas cidades, mas ainda de forma incipiente. Porém, fazer essa separação do lixo em casa ajuda de sobremaneira os catadores de papelão e de latinhas. 

Basta separar esses itens do restante do lixo comum para que eles façam sua coleta.

Separe o óleo de cozinha

O óleo de cozinha é um item muito usado para o cozimento de alimentos. O único problema é que, além de entupir o encanamento, seu descarte pelo ralo da pia acaba gerando uma contaminação da água ainda maior.

A solução para isso é bem simples. Basta colocar o óleo já usado em garrafas PET e entregar no ponto de coleta. Existem pessoas que usam esse óleo para a fabricação de sabão, sendo outra alternativa para sua reciclagem.

Adote a ecobag

Algo que já vem se tornando um hábito na vida de muita gente é levar a sua ecobag para a feira ou supermercado na hora de fazer as compras. Essa sacola feita com material biodegradável é uma alternativa super inteligente para evitar o uso de sacolas plásticas.

Com isso, você consegue carregar de uma só vez toda a sua compra e consegue reduzir o descarte de plástico. A dica é ter duas ou mais na hora de fazer uma compra maior.

Reveja a forma com que você consome

Não adianta fazer apenas o descarte adequado, é preciso também mudar a forma com que consumimos — seja os alimentos, roupas, calçados, utensílios, aparelhos eletrônicos, etc. 

O consumismo está diretamente ligado à maior produção de lixo, portanto, precisa ser revisto com urgência.

Conclusão

Rever comportamentos, como comprar o que é, de fato, necessário, é o primeiro passo para uma mudança concreta, visando um consumo mais equilibrado e consciente.

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